O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, o FBI, apreendeu os celulares do presidente e de membros da Associação do Futebol Argentino (AFA) em Nova York, pouco antes do retorno da delegação à Buenos Aires, na última segunda (20). Em comunicado, a AFA negou as apreensões.
Foram apreendidos pertences de Chiqui Tapia, presidente da associação, de Pablo Toviggino, tesoureiro, e dos empresários Diego Lucero e Javier Faroni. Tapia e Toviggino são investigados por fraude e peculato. A informação foi divulgada pelo portal Infobae.
Dirigentes da AFA devem comparecer ao Tribunal Distrital da Flórida no próximo dia 30. Eles foram intimados pelas autoridades pelo desvio de US$ 300 milhões por meio de empresas de fachada. O valor equivale a cerca de R$ 1,5 bilhão.
Uma das empresas é a TourProdEnter, que tem sede na Flórida. Esta é apontada como a principal companhia utilizada por Chiqui Tapia para desviar recursos de contratos de patrocínios, criada por Javier Faroni.
Em comunicado à imprensa da AFA, a associação desmente informações publicadas. O grupo afirma que a apreensão do celular de Tapia é “absolutamente falsa”.
A associação afirma ainda que o presidente da AFA e Toviggino não foram intimados ao tribunal, mas sim uma terceira pessoa.
