Fiscalizações identificaram azeites adulterados, produtos de origem desconhecida e empresas com irregularidades cadastrais. Entre os casos está o da marca Royal, que teve um lote recolhido após análises confirmarem a presença de outros óleos vegetais. Veja como consultar os produtos
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém restrições à comercialização de diferentes marcas de azeite de oliva no Brasil. As medidas foram adotadas após fiscalizações identificarem produtos adulterados, empresas com registros irregulares e azeites cuja origem não pôde ser comprovada.
Entre os casos está o azeite de oliva extravirgem da marca Royal, que teve o lote 255001 proibido pela Anvisa em março de 2026. Segundo a agência, análises laboratoriais realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmaram a presença de outros óleos vegetais na composição do produto.
O lote, importado pela empresa T. Globo Importação e Exportação Ltda., continuava sendo comercializado mesmo depois de uma determinação de recolhimento. Por isso, a Anvisa proibiu sua comercialização, distribuição, importação, propaganda e consumo.
Quais marcas de azeite foram proibidas?
Além da Royal, outras marcas aparecem em decisões de fiscalização e recolhimento publicadas pelas autoridades sanitárias.
Entre os produtos identificados em medidas anteriores estão:
- Royal: lote 255001, reprovado após análises identificarem outros óleos vegetais.
- La Ventosa: todos os lotes com a empresa Caxias Comércio de Gêneros Alimentícios Ltda. identificada como embaladora.
- Grego Santorini: todos os lotes com a empresa Intralogística Distribuidora Concept Ltda. identificada como embaladora.
- Quintas D’Oliveira e Alonso: produtos com a empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda. indicada como embaladora.
- Escarpas das Oliveiras e Almazara: produtos com a empresa Oriente Mercantil Importação e Exportação Ltda. identificada como embaladora.
No caso das marcas La Ventosa e Grego Santorini, a Anvisa informou que os CNPJs indicados nos rótulos estavam suspensos por inconsistências cadastrais. A situação impedia a comprovação da origem dos produtos.
Já as restrições às marcas Quintas D’Oliveira, Alonso, Escarpas das Oliveiras e Almazara estavam relacionadas a irregularidades nos cadastros das empresas identificadas nas embalagens.
Como saber se o azeite comprado está proibido?
O consumidor pode verificar a situação do produto por meio das consultas oficiais da Anvisa e da lista de recolhimentos mantida pelo Ministério da Agricultura.
A consulta deve considerar a marca, o número do lote e, quando indicado na resolução, a empresa responsável pelo produto. Isso porque algumas determinações atingem todos os lotes de uma marca, enquanto outras se restringem a lotes específicos.
O Ministério da Agricultura mantém uma relação de azeites considerados impróprios para consumo, com informações sobre marcas, lotes, empresas responsáveis e irregularidades identificadas.
O que fazer se tiver um azeite proibido em casa?
A orientação da Anvisa é não consumir os produtos atingidos pelas medidas sanitárias.
Nos casos de azeites com origem desconhecida, a agência alerta que não é possível garantir a qualidade nem a composição do conteúdo das embalagens.
Os estabelecimentos comerciais também devem retirar os produtos irregulares da venda e comunicar a situação às autoridades locais de vigilância sanitária.
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