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Desembargadora investigada na Operação Faroeste deixou o Brasil 13 dias antes da condenação

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A desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, condenada a mais de 14 anos de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro investigados na Operação Faroeste, viajou para Portugal no dia 21 de setembro, 13 dias antes da sentença da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As informações são do site BNews. 

A saída do país ocorreu sem qualquer impedimento, já que não houve solicitação de apreensão ou retenção dos passaportes dela  por parte do Ministério Público Federal (MPF). 

Além das suspeitas de que a condenada possua cidadania portuguesa, uma apuração para verificar se houve envio ou blindagem prévia de ativos financeiros no exterior está sendo realizada pela Polícia Federal.

Caso seja confirmada a cidadania portuguesa, o cumprimento da pena por parte de Azevedo só poderá ocorrer diante de acordos bilaterais de cooperação entre o Brasil e Portugal, bem como através da  homologação da sentença pela Justiça do país europeu, já que a extradição não seria possível.  
 

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